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segunda-feira, 15 de julho de 2013

O CAVALO VAIDOSO e O BURRINHO HUMILDE



O CAVALO VAIDOSO E BURRINHO DA ROÇA
Por Nicéas Romeo Zanchett 
                Já estava quase anoitecendo quando um burrinho voltava da roça com um carregamento de lenhas; o caminho era estreito e cheio de obstáculos, altos e baixos. Caminhava devagar, humildemente, com as orelhas  caídas e murchas. Como a carga era grande, ocupava quase toda a largura do caminho. Justamente quando estava na parte mais estreita deu de encontro com um belo cavalo que vinha em sentido contrário. Era realmente um belo animal que marchava orgulhosamente com a cabeça erguida, usando sobre o lombo uma bela manta de lã e um freio de ouro. 
                - Olá, coisa feia! gritou o cavalo, quando viu o burrinho.  Sai da estrada que quero passar! não vê quem sou eu? 
                O pobre burro, humildemente, nada respondeu. Não poderia voltar e nem liberar a estrada. Encostou-se o mais que pode no barranco, mas mesmo assim o cavalo não poderia passar com facilidade.

                 - Quero que libere a passagem, gritou o cavalo. E forçou o passo, avançando impetuosamente... Quiz cruzar a estreita passagem com tanta fúria que se raspou na lenha que o burrinho transportava. Rasgou a manta de lã e também o próprio couro, ficando muito ferido. 
                 Os donos do animal trataram de socorrê-lo curando as feridas. Mas, depois desse acidente, já não era mais aquele garboso cavalo, pois ficou feio e com um defeito bem visível. Para sua infelicidade foi vendido a um roceiro que o pôs para puxar carroça! 
                 A partir de então, sua vida tornou-se muito diferente. Com tanto trabalho, ficou tão magro e surrado que causava pena. Mesmo assim, feio e com defeito, tinha de puxar a caroça muitas horas por dia. 
                 Nas suas idas e vindas, de vez em quando, encontrava o burrico, mas, envergonhado, fingia que não o conhecia. 

                  Num certo dia, quando mais uma vez se encontraram, foi o burrico que o viu primeiro e lhe disse: 
                  - Por favor!... Vossa Senhoria pode passar primeiro! o caminho está livre para que puxes esta pesada carroça.  Eu lhe desejo que tenha ótimos dias como esse de hoje!... Tenha boa e longa vida nesse seu novo trabalho...
Nicéas Romeo Zanchett 
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MORAL DA HISTÓRIA
Nunca se sabe o dia de amanhã. 

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